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atraso na fala

O movimento da clínica – Pequenas crianças com atraso na fala.

Outro dia me vi pensando acerca do movimento que vem tendo a minha clínica ao longo desses 12 anos de trajetória profissional, foi então que percebi o quão importante é esse movimento pra que eu me mantenha ativa e mobilizada para fazer sempre nova a clínica com crianças.

Quando falo de movimento penso que em diferentes períodos a minha clientela se inclinou mais em uma ou outra área de atuação específica e isso se deu de uma forma bastante natural, tanto pelo encaminhamento de colegas quanto pelas indicações de pais.

Atualmente, muito embora tenha uma turminha de “veteranos”, venho recebendo para avaliação cada vez mais crianças pequenas, entre um e dois anos trazidas por queixa de atraso na fala. Esse movimento atual tem me feito pensar no fenômeno das redes sociais, blogs e afins de mães/pais. Os pais estão mesmo muito atentos e informados acerca das questões que giram ao redor da infância e, essa informação, a meu ver, tem reduzido a idade de consulta ao especialista em linguagem infantil.

Assim, hoje vejo a necessidade de falar do “carro-chefe” da clínica de linguagem com pequenas crianças: O atraso de linguagem oral.

Diferentemente do que a muitas famílias pensam, a maior parte das crianças que demoram a falar possuem dificuldades relacionadas especificamente com a expressão verbal e não com a comunicação e socialização. Muito pelo contrário, em geral são crianças onde se observa o desejo de comunicar.  Essa turminha muitas vezes utiliza tão bem seus recursos não verbais para trocas comunicativas que o adulto pouco atento pode demorar a perceber que falam pouco. São crianças que se comunicam com grande riqueza de gestos e expressões, ou seja, estão na linguagem, mas falam pouco. Assim, o atraso de aquisição de linguagem oral se refere, conforme o próprio nome sugere, a um desenvolvimento de fala/linguagem abaixo do esperado para e idade e, portanto, deve ser avaliado e tratado pelo fonoaudiólogo especialista na área.

A fim de informação seguem alguns pontos que podem ser observados na aquisição da linguagem de bebês e pequenas crianças, mas ressalto que o ideal é que  pais e bebês possam ser acompanhados regularmente até os 24 meses de vida do bebê a fim de realizar-se a prevenção em linguagem e ou intervenção precoce para crianças com patologias específicas de linguagem ou associadas a outras alterações do desenvolvimento.

 

Sobre a aquisição de linguagem

 

O bebê já está na linguagem desde o momento em que é falado, ou seja, bem antes de nascer, e então, ao nascimento é banhado por um mundo de palavras e significados.

Com três meses o bebê já deve estar realizando o turn-talking, ou seja, conversando com pais ou cuidadores.

Por volta do sexto mês, o bebê já regula a entonação de sua voz à do interlocutor e se prepara para a fase do balbucio que consiste na duplicação de sílabas como mamã, papá, bebe. Essa experiência inicial com os sons paulatinamente vai se transformando (a partir dos significados que os outros lhe dão) nas primeiras palavras com intenção comunicativa ao redor dos 12 meses.

Daí em diante é esperado um aumento expressivo do vocabulário e o surgimento das primeiras frases com verbo e substantivo como “dá água”, “cadê bola?” até os 24 meses.

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