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3 mai, 201718 | Blog » Linguagem na Cultura » Notícias

O Primeiro Giro do Ciranda.

 

Desde que iniciei a clínica com crianças, no ano de 2006, sempre tive  oportunidade de fazer muitas parcerias, principalmente com colegas de outras áreas, ou seja, sempre tive “equipes”, embora nunca tenha deixado o consultório particular.

Com o movimento da clínica fui podendo formar grandes parcerias com colegas  de várias áreas, como da terapia ocupacional, da educação, da fisioterapia e, mais estreitamente com colegas da psicologia e da psicanálise. A parceria tornou-se tão estreita que muitas vezes ouço de pais de pacientes perguntas do tipo:  “Fonoaudiólogo faz isso?” ou comentários como “Cristal, tu não és só fonoaudióloga! És meio psicóloga, meio terapeuta…” E a questões ou comentários como esses eu respondo: “O fonoaudiólogo, se tiver conhecimento e, dentro do limite ético, deve fazer o que a criança precisar” e, “Não, eu sou  fonoaudióloga!”.

Sou uma fonoaudióloga e amo a minha profissão, mas fazer parcerias e conhecer sobre o desenvolvimento infantil e o que cerca a criança são  necessidades que a clínica de linguagem impõe.

E entre conhecer colegas e firmar parcerias e laços consolidados por uma identificação teórica e ética surgiu a possibilidade de pertencer a um grupo interdisciplinar de estudo sobre a criança – o Ciranda.

Ao final de 2016 a querida colega, psicanalista Lia Navegantes, convidou um grupo de profissionais de áreas diferentes interessados no desenvolvimento infantil para a desafiadora tarefa de fazer circular o conhecimento de mão em mão, como numa ciranda. Assim, em termos práticos, desde então o grupo vem realizando encontros regulares de discussão teórica e clínica, por enquanto restritos aos membros; e, promove Rodas de Conversa e Seminários Clínicos com profissionais de outras cidades, que gentilmente aceitam partilhar conosco as suas experiências.

O nascimento oficial do Ciranda ocorreu no dia 17 de março deste ano, no auditório do Colégio Marista N. S. de Nazaré, com a Roda de Conversa conduzida por Julieta Jerusalinsky sobre “As intoxicações eletrônicas na infância.” Foi a primeira de muitos giros que esse jovem Ciranda pretende dar.

Então, a partir de agora passarei a divulgar por este espaço as Rodas de Conversa, que consistem em palestras abertas a todos os interessados na infância. Nesses encontros, que desejamos que ocorram preferencialmente em escolas, pretendemos transmitir a psicanálise de modo simples e descomplicado, assim como demonstrar ao público pouco familiarizado com o tema uma das possibilidade terapêutica a mais entre as ofertadas em nossa cidade.

Em breve teremos o convite para mais um giro.

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